O mapa do investimento directo em Angola
- Genilson Manuel

- 14 de fev. de 2023
- 4 min de leitura
O desafio da criação de condições materiais para o desenvolvimento integral de uma sociedade passa por se alocar relevantes somas monetárias para a realização de investimento.
O desafio da criação de condições materiais para o desenvolvimento integral de uma sociedade passa por se alocar relevantes somas monetárias para a realização de investimento.
Os investimentos devem ser canalizados nas infra-estruturas físicas, no capital humano, nas reformas e amadurecimento das instituições e na preservação dos recursos naturais.
Esse desiderato tem sido facilitado em condições em que os níveis de rendimentos elevados e a cultura de poupança nas economias sejam compagináveis com as necessidades de investimento.
Quando existe desencontro entre as necessidades de investimentos e os recursos de poupança do país, como o que ocorreu com a economia angolana, nos últimos cinco anos (2016 – 2022), em que se assiste a uma contracção da economia, os países tendem a aumentar a sua estratégia de ativação de investimento estrangeiro de modo a compensar os desequilíbrios internos.
De acordo com dados registados pela Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX), as intenções de Investimento Directo Estrangeiro (IDE) situaram-se em 3 007 milhões de dólares, o que representa 52,41% do total das intenções de investimentos apuradas, entre Agosto de 2018 e Fevereiro de 2022, sendo que o remanescente equivale ao Investimento Directo Interno (1 776 milhões de dólares) e Intenções de Investimento Misto (954 milhões de dólares), uma participação de 30,96% e 16,63 %, respectivamente.
Relativamente à origem dos investimentos realizados, o destaque recai para o facto de, além dos 30,95% de intenções de investimento demonstradas por investidores nacionais, a África do Sul ter uma participação de 11,82% das intenções realizadas, posicionando-se como a segunda maior fonte de intenções de IDE, fora do setor petrolífero em Angola, seguida pelos Emirados Árabes Unidos (6,13%), Reino Unido (5,03%), China (3,99%), Turquia (3,49%). %), com 351,73 milhões de dólares, 288,31 milhões de dólares, 228,84 milhões de dólares e 200,13 milhões de dólares, respectivamente.
Paralelamente, e em montantes menos robustos, registaram-se intenções de investimento vindas da Alemanha (1,63%), França (0,89%), Bélgica (0,43%) e de Hong Kong (0,36%). na ordem dos 93,65 milhões de dólares, 51,12 milhões de dólares, 24,59 milhões de dólares e 20,57 milhões de dólares, respectivamente.
Ao nível da lusofonia, as maiores intenções de investimentos tiveram origem em Portugal (0,34%), Moçambique (0,004%) e no Brasil (0,002%), ao situar-se em 19,27 milhões de dólares, 23 mil dólares e 11 mil dólares, respectivamente.
Do continente africano, além da África do Sul, destaca-se o investimento com proveniência da Eritreia com 11,69 milhões de dólares, seguido da Namíbia (7,78 milhões de dólares), Nigéria (6,3 milhões de dólares) e Uganda (5,09 milhões de dólares).
Outros investimentos provenientes de países africanos tiveram proveniência do Ruanda (2,96 milhões de dólares), Egipto (2,6 milhões de dólares), Quénia (1,89 milhões de dólares), Etiópia (1,66 milhões de dólares) e Madagáscar ( 1 milhão de dólares).
O mapa do investimento directo em Angola
O DESAFIO DE CRIAR as condições materiais para o desenvolvimento integral de uma sociedade também envolve alocar somas monetárias relevantes como investimentos em infraestrutura física, capital humano, reformas institucionais e amadurecimento, bem como a valorização dos recursos naturais.
Esse desejo foi facilitado em economias onde altos níveis de renda e fortes culturas de poupança são compatíveis com as necessidades de investimento.
Quando há um descompasso entre as necessidades de investimento e a capacidade de poupança do país, como ocorreu com a economia angolana nos últimos cinco anos (2016 - 2022), que sofreu contração econômica, os países tendem a aumentar sua estratégia de mobilização de investimento estrangeiro para compensar desequilíbrios internos.
De acordo com os dados registados pela Agência para o Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX), as intenções de Investimento Direto Estrangeiro ascenderam a USD 3.007 milhões, representando 52,41% do total das intenções de investimento apuradas, entre agosto de 2018 e fevereiro de 2022, sendo o restante equivalente a Investimento Direto Doméstico (US$ 1.776 milhões) e Intenções Mistas de Investimento (US$ 954 milhões), com participação de 30,96% e 16,63%, respectivamente.
No que respeita à origem dos investimentos realizados, destaca-se o facto de além dos 30,95% das intenções de investimento manifestadas pelos investidores nacionais, a África do Sul teve uma participação de 11,82% das intenções realizadas, posicionando-se como o segundo maior fonte das intenções de IDE fora do sector petrolífero em Angola, seguindo-se os Emirados Árabes Unidos (6,13%), Reino Unido (5,03%), China (3,99%) e Turquia (3,49%), com USD351,73 milhões, USD288,31 milhões, USD228,84 milhões e USD200,13 milhões, respectivamente.
Paralelamente, e em montantes menos robustos, registaram-se intenções de investimento provenientes da Alemanha (1,63%), França (0,89%), Bélgica (0,43%) e Hong Kong (0,36%) na ordem de USD93,65 milhões, USD51,12 milhões, USD24,59 milhões e USD20,57 milhões, respectivamente.
Quanto aos países de língua portuguesa, as maiores intenções de investimento foram de Portugal (0,34%), Moçambique (0,004%) e Brasil (0,002%) com USD19,27 milhões, USD23,000 e USD11,000, respetivamente.
Do continente africano, além da África do Sul, destacaram-se os investimentos da Eritreia com USD11,69 milhões, seguida da Namíbia (USD7,78 milhões), Nigéria (USD6,3 milhões) e Uganda (USD5,09 milhões). Outros investimentos de países africanos vieram de Ruanda (US$ 2,96 milhões), Egito (US$ 2,6 milhões), Quênia (US$ 1,89 milhão), Etiópia (US$ 1,66 milhão) e Madagascar (US$ 1 milhão).






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